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Pais e Filhos. Quem educa quem?
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A educação moderna parte do respeito à
criança, aos seus potenciais e desejos. Fala-se contra a palmada, contra o
castigo, contra as privações. Afinal a criança precisa experimentar e
explorar o mundo em que vive.
Este é o protótipo que se espera da
curiosidade humana, da curiosidade da criança que vê a sua frente, a cada
dia, um mundo a ser descoberto.
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Estabelecer regras e limites não é tarefa fácil no cotidiano
atual das crianças, que são informadas e muitas vezes conhecem
determinado tema mais que nós. |
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Saímos de uma sociedade autoritária,
com limites e regras rígidas para uma educação muito mais
permissiva, disposta às descobertas individuais. Com ela vem a
dificuldade de saber qual é o limite da exploração da criança.
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Perdemos a noção do que são as regras, então
transformadas nas grandes vilãs da educação. Sem saber sobre elas, seus
benefícios e prejuízos, elas acabam passando longe da educação. E então
convivemos com crianças que não possuem rotina, não obedecem a regras e
muitas vezes terminam apresentando dificuldades na aprendizagem, brigas na
escola, choro, etc.
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Estabelecer
regras e limites não é tarefa fácil no cotidiano atual das crianças,
que são informadas e muitas vezes conhecem determinado tema mais que
nós. O computador, por exemplo, é um grande exemplo de superação de
conhecimento dos nossos filhos frente a nós. Mas conhecer ou não
determinado tema é uma questão dos pais e não da criança. A criança
vai descobrir tudo o que estiver ao seu alcance e precisa ser
incentivada a isto, mas também de limites. Os limites incentivam a
criatividade humana de buscar outros caminhos, a novas descobertas.
Nos cabe lembrar de um ponto muito
importante: a educação se dá por valores profundos, atemporais.
Então posso não entender do computador, posso desconhecer
determinado assunto, mas isso não anula os meus valores de ensinar
rotinas, horários, respeito, etc. E para ensinar, é necessário dar
limites, impor certas regras. A diferença de outros tempos é a
conversa com a criança, é explicar das regras, da sua importância. É
o olho no olho, a escuta do que ela tem a dizer e a observação de
como brinca, como se relaciona no ambiente familiar, etc. A
diferença é principalmente saber dar o exemplo.
E não esquecer: a questão da educação
e limites está intimamente relacionada aos pais e sua forma de
viver. A criança será o resultado das suas experiências pessoais no
cotidiano familiar e social.
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Vera
Regina Sebben
Agosto de
2012
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