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E todos tem uma
opinião! Não conhecia a vítima nem o assassino, mas tem algo a dizer sobre
o tema, muitas vezes contado de forma quase romanceada, quase como se
fosse um filme. Falamos com toda a banalidade possível sobre o tema.
Passamos em segundos, de cidadãos a roteiristas, narrando um filme.
Filmes... os temas de
investigação policial estão em voga. Será que queremos ser um pouco
heróis? Pode ser...
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Uma rede de canais
de TV a Cabo está lançando um novo canal só com filmes sobre
investigação policial. Os comerciais assinalam crimes passionais,
histórias de famílias e violência.
Parece que
fazemos da tragédia alheia um espetáculo. A dor, o sofrimento alheio
está em pauta. E a cada tragédia, há mídia, há investigação, nossos
comentários e já ficamos esperando a próxima. Quem será a próxima
vítima?
Parece que não
há nada de heroísmo nesses sentimentos que estamos alimentando. O
expectador, do filme ou da vida real, não é aquele que vai salvar ou
pretende ações para mudar o curso da história, mas aquele que parece
ter prazer em falar do sofrimento e da dor alheia.
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Parece que fazemos da tragédia alheia
um espetáculo. A dor, o sofrimento alheio está em pauta. E a
cada tragédia, há mídia, há investigação, nossos comentários e
já ficamos esperando a próxima. Quem será a próxima vítima?
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Horrível não é
mesmo? Talvez surpreenda a dureza das minhas palavras. Mas parece
que a expectativa das massas é banalizar uma tragédia e esperar a
próxima.
Afinal, as
tragédias são rápidas e logo esquecidas pela mídia. Para as massas,
fica a espera de um novo espetáculo, pois seguramente irá se
repetir!
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Atenção expectador: a
vida que você constrói, fala e pensa ao seu redor é, em devidas
proporções, a vida que você constrói dentro de si.
Talvez um pouco
risos, de simplicidade da vida e sua comédia, passa contaminar
positivamente e fazer muito bem a grande novela da vida.
Vera
Regina Sebben
Agosto de
2012
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