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A
aproximação das doutrinas orientais se dá pela busca de melhor
qualidade de vida de pessoas que vivem frente a estímulos em alta
potência e aos desequilíbrios do ambiente, pressionadas a serem
ainda mais competente nas suas ações. E como ser competente e
obter sucesso se não há uma certa harmonia interna, uma vida que
se propõe também a descobrir quem somos, quais nossas habilidades,
competências e o que nos faz feliz? Freqüentemente pessoas
estressadas, com sintomas de dores de cabeça, nas costas, desequilíbrios
hormonais e desenvolvendo algumas doenças da modernidade, como
solidão, pânico, etc são as mesmas que apostam muito (ou tudo) em
conquistas externas, como dinheiro e sucesso, a casa, a escola do
filho... e esquecem de cuidar do seu mundo interno. Chega um ponto
que, apesar de conquistas, sentem-se infelizes e com um vazio
interno. Questionam o que vale a pena e aí recorrem às filosofias
orientais na busca de um sentido para a vida.
As
filosofias do oriente propõe à cura do corpo, acalmar a mente e
elevar a alma por meio de técnicas corporais e energéticas, de
concentração, meditação, mentalização, exercícios e práticas
de vida. O foco é o homem em harmonia consigo mesmo e por conseqüência
com toda a natureza, já que ele faz parte da natureza.
No
ocidente moderno, técnicas orientais ganharam uma versão mais
amena, adaptadas a realidade local, onde muitas vezes não estão
presentes os templos, as vestimentas especiais e as práticas
vividas coletivamente (como as artes marciais praticadas nos parques
pela manhã). Muitas privações e ritos do cotidiano foram
abolidos. Sua prática propõe desenvolver algumas virtudes,
costumes e habilidades, não impõe normas nem exige mudanças de
vida, embora haja transformações naturais à medida que o sujeito
estabelece uma outra forma de relação consigo e com o mundo que o
cerca.
E
na sua forma mais modernizada, ganha cada vez mais adeptos, que
revelam um incontestável impacto positivo sobre a sua saúde e
bem-viver: os depoimentos são de pessoas que se sentem mais
corajosas e confiantes, aumentam sua produtividade no trabalho,
desenvolvem maior habilidade de relações com as pessoas, são mais
saudáveis e tornam-se pessoas melhores à medida que encaram a vida
de outra forma.
Nós
ocidentais somos pragmáticos. Não temos a paciência milenar dos
orientais e tampouco somos habituados a reflexões profundas acerca
de nós mesmos. Alegamos que falta tempo para isso e por vezes
insistimos no erro da superficialidade nos cercando de objetos
orientais, religiosos e místicos, na esperança que eles nos façam
mais felizes. A potência não está nos objetos, mas numa reforma
íntima. Os orientais dizem que a felicidade está dentro de cada um
de nós e os objetos em torno podem apenas nos recordar o que
estamos buscando: nós mesmos.
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