Pessoas negativas: como lidar com esse sentimento

O estado de espírito alegre, leve e harmonioso não é fruto do acaso e sim uma construção diária baseada em nossas ações, desejos e pensamentos. Ser ou não uma pessoa bem humorada em casa, no trabalho ou na vida social, depende de nossa postura frente a vida, da forma como agimos e nos empenhamos frente aos desafios cotidianos.

É muito importante termos claro que o bom-humor nasce dentro de nós e ele pode ser cultivado e regado para que floresça e frutifique. O bom humor gera bom-humor. O bom-humor atrai pessoas e gera oportunidades. Para mantê-lo, precisamos permitirmo-nos momentos de brabeza e indignação (somos humanos!), mas não alimentar esses sentimentos para além da situação criada. Quando estamos abertos para aprender com as adversidades, encaramos os momentos desagradáveis com mais determinação para transformá-los. Essa disposição nos impulsiona para frente, possibilita conquistas, uma melhor auto-estima e os nossos momentos de mau-humor tornam-se cada vez mais escassos.

Se você acorda de manhã sabendo que vai passar um dia difícil pelos problemas que tem previsto pela frente, crie situações agradáveis já nos primeiros momentos do seu dia. Cada um tem que descobrir o que lhe faz bem, mas arrisco sugerir alguns pontos: levante mais cedo para não correr risco de se atrasar e se estressar ainda mais. Abra a janela e inspire os primeiros raios de sol que batem no seu rosto. Presenteie-se, por exemplo, com um bom café da manhã, um café diferente. Dê bom dia as pessoas, ao cachorro, ao papagaio. Vista-se diferente, use uma maquiagem, siga para o trabalho por um outro caminho. Neste dia de tantos desafios que balançam os nossos sentimentos, precisamos dobrar a atenção para estampar o sorriso no peito e não perder o bom-humor. É importante também encarar as dificuldades como lições de vida e não sentirmo-nos como vítimas, e assim vamos adquirindo auto-confiança e força para inverter situações desagradáveis e construir dias melhores.

Para inverter aqueles momentos em que estamos chatos, indignados com o mundo e nada nos satisfaz precisamos fazer um esforço para enxergar as coisas por outro ângulo. Pode ser um bom exercício colocar-se no lugar do outro, já que frequentemente o nosso mau-humor é descarregado em cima de alguém. Para isso é fundamental combater a tendência – que é natural, mas nem por isso menos prejudicial – de julgar a tudo e a todos segundo os nosso padrões e medidas.

Há situações que o julgamento, o mau-humor e a falta de tato pode colocar tudo a perder. As profissões que lidam diretamente com o público são um exemplo onde é fundamental cultivar o bom-humor, pois o público é o alimento do trabalho. Você que é comerciante, vendedor, está a mercê de uma clientela que pode chegar trazendo o mau-humor. A sua tarefa é dupla: buscar internamente este “clima” positivo para si mesmo e ampliar esse seu sentimento para a pessoa, tratando-a bem, sorrindo, recebendo-a como única. Para o vendedor, a pessoa que entra na loja pode ser um grande presente como cliente, como pessoa, como aprendizado. E precisa estar disponível para receber esse presente! Disponível a transformar o peso em leveza e a contagiar o ambiente e o sujeito com o bom humor. O resultado é o bom relacionamento em geral, que pode trazer bons resultados não apenas comerciais, mas ser a alavanca para atrair bons sentimentos, bons pensamentos e realização.

Experimente e comprove.

Vera Regina Sebben